terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma noite quente e úmida no Bar Sem Nome

Era uma noite dessas
quente
úmida
...em que a única fuga da ansiedade
é uma cerveja bem gelada

Eu estava no Bar Sem Nome
(já no meu quinto litrão)
quando ela chegou toda suada
e sentou-se do meu lado
sorridente
com um cigarro na mão

Eu lhe pedi um trago
e senti o gosto de seus lábios
o perfume de seu batom

Enquanto eu falava ela sorria
e eu falava cada vez mais de mansinho

Olhava fixamente nos seus olhos
e via o suor escorrer delicadamente de seu pescoço

Ela pediu licença para ir ao banheiro
e quando voltou
sentou-se bem pertinho

Encostou sua coxa na minha perna
e com os olhos
percorreu todo o contorno dos meu lábios

Fez-se um silêncio tímido no espaço entre nossos sorrisos
e a calma úmida da noite
rompeu-se explosivamente
num beijo cálido e macio

Bar Sem Nome, meu mais querido lar,
me destes na boemia uma noite espetacular!

- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011