Na calada da noite
Em certa cantina
Estrala a batera...
É só coisa fina!
Poemas do Bartô
Poemas de Bartolomeu Parreira Nascimento.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Momentinho em Floripa
Da minha alma sobra nada
à não ser tudo
O pouco que me resta
é a plenitude de todas as possibilidades
O vazio imensurável
será preenchido com a vida
e com o suor de todas as batalhas que ainda hei de travar
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Florianópolis 2012
à não ser tudo
O pouco que me resta
é a plenitude de todas as possibilidades
O vazio imensurável
será preenchido com a vida
e com o suor de todas as batalhas que ainda hei de travar
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Florianópolis 2012
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Minha universidade (UEM)
Minha universidade é um canteiro de obras
E a arrogância de bater no peito de dizer:
"Sou a melhor do Paraná!"
Melhor?
Melhor fechar os olhos p'ra não ver
Melhor esquecer
Estudamos num feudo
e quem enxerga se rebela
ou cegamente se resume ao prazer
Quinta-feira tem polícia
Cacetete pronto p'ra bater
Spray-de-pimenta de refresco
Balas de borracha p'ra correr
Capitão, tem sangue no chão!
Tens sangue na farda,
Tens sangue na mão!
Pau-de-arara para utópico
Cadeia para maconheiro
Se é bicha mete bala
Lincha se é roqueiro
Vamos todos para a missa
na querida Catedral
ou no culto do domingo
p'ra rezar e ter moral
Depois faremos um sarau
onde diz na sepultura:
"Aqui descansa em paz,
fria e morta a cultura."
Ovacionemos quando chegue
o magnífico reitor
Já dez anos sem dar aula
muito FG como ge$tor
E a assistência estudantil?
Aqui é sempre uma piada
Para quem precisa mesmo
a UEM não oferece nada
Para poder comer no RU
tem fila de uma hora
E se não tem grana pro aluguel
você vai ter que ir embora!
Aqui na UEM não há justiça
nem se quer há Paridade
O que temos é uma máfia
que estupra a universidade
Pois é,
Minha universidade é um canteiro de obras
E arrogância de bater no peito e dizer:
"Sou a melhor do Paraná!"
Melhor?
Melhor abrir os olhos p'ra enxergar,
sair p'ra rua para lutar,
e sempre que for preciso
estar pronto p'ra ocupar!
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
E a arrogância de bater no peito de dizer:
"Sou a melhor do Paraná!"
Melhor?
Melhor fechar os olhos p'ra não ver
Melhor esquecer
Estudamos num feudo
e quem enxerga se rebela
ou cegamente se resume ao prazer
Quinta-feira tem polícia
Cacetete pronto p'ra bater
Spray-de-pimenta de refresco
Balas de borracha p'ra correr
Capitão, tem sangue no chão!
Tens sangue na farda,
Tens sangue na mão!
Pau-de-arara para utópico
Cadeia para maconheiro
Se é bicha mete bala
Lincha se é roqueiro
Vamos todos para a missa
na querida Catedral
ou no culto do domingo
p'ra rezar e ter moral
Depois faremos um sarau
onde diz na sepultura:
"Aqui descansa em paz,
fria e morta a cultura."
Ovacionemos quando chegue
o magnífico reitor
Já dez anos sem dar aula
muito FG como ge$tor
E a assistência estudantil?
Aqui é sempre uma piada
Para quem precisa mesmo
a UEM não oferece nada
Para poder comer no RU
tem fila de uma hora
E se não tem grana pro aluguel
você vai ter que ir embora!
Aqui na UEM não há justiça
nem se quer há Paridade
O que temos é uma máfia
que estupra a universidade
Pois é,
Minha universidade é um canteiro de obras
E arrogância de bater no peito e dizer:
"Sou a melhor do Paraná!"
Melhor?
Melhor abrir os olhos p'ra enxergar,
sair p'ra rua para lutar,
e sempre que for preciso
estar pronto p'ra ocupar!
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Aquele moleque do semáfaro
Aquele moleque do semáforo
hoje foi atropelado
Quantas vezes não passei
e falei que não tinha grana?
Neste mundo cruel
viramos a cara para não ver
É mais fácil ser cego
do que sentir-se covarde
Aquele moleque do semáfaro
nunca mais vai caminhar
O Estado, soberano,
pouca coisa vai fazer
E a sociedade, cega,
vai virar a cara pra não ver
Quando ele não estava na avenida
matava a fome cheirando cola
Aquele moleque no semáfaro
é apenas uma criança.
hoje foi atropelado
Quantas vezes não passei
e falei que não tinha grana?
Neste mundo cruel
viramos a cara para não ver
É mais fácil ser cego
do que sentir-se covarde
Aquele moleque do semáfaro
nunca mais vai caminhar
O Estado, soberano,
pouca coisa vai fazer
E a sociedade, cega,
vai virar a cara pra não ver
Quando ele não estava na avenida
matava a fome cheirando cola
Aquele moleque no semáfaro
é apenas uma criança.
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
Anatomia do ódio de um extremista
Nas tuas entranhas
a vontade de matar
nos teus olhos
a vontade de não ver
na tua garganta
ofensas entaladas
um sorriso por vingança
o perfume da própria morte
tua raiva desmedida
parece não ter fim
você quer matar
por medo de morrer
mas na verdade algo já morreu em ti
Eres a sombra do passado
a vontade de matar
nos teus olhos
a vontade de não ver
na tua garganta
ofensas entaladas
um sorriso por vingança
o perfume da própria morte
tua raiva desmedida
parece não ter fim
você quer matar
por medo de morrer
mas na verdade algo já morreu em ti
Eres a sombra do passado
....uma ferida aberta neste mundo.
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
Horas noturnas
Nas solitárias horas noturnas da minha insônia
(esse vil purgatório da minha dor)
a incerteza é infinita
Durante o dia eu fujo da inimiga introspecção
me refugio na minha confortável vida em sociedade
Mas nessas horas solitárias e noturnas
não há para onde correr
e o tédio dos minutos não tem fim
Nota: escrevi este poema no ano passado, e ele ficou esquecido até eu achá-lo ontém.
(esse vil purgatório da minha dor)
a incerteza é infinita
Durante o dia eu fujo da inimiga introspecção
me refugio na minha confortável vida em sociedade
Mas nessas horas solitárias e noturnas
não há para onde correr
e o tédio dos minutos não tem fim
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2010
Nota: escrevi este poema no ano passado, e ele ficou esquecido até eu achá-lo ontém.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Carta de Alforria
Acordo solitário no meu quarto
e ascendo um baseado
Ta tudo uma bagunça
Não tenho um puto no bolso
e tantas contas pra pagar
Viver custa caro
e pros meus desejos não sobra quase nada
Me restam apenas os pequenos vícios
Cansei de Maringá
e sei que é minha culpa ainda estar aqui
Quero sair livre pelo mundo
respirar o ar de todas as terras
e ouvir todas as línguas
Mas minhas obrigações me prendem como uma âncora
Quero rasgar a pequena jaula da minha existência
e derrubar todos os muros
Cansei de ser detento
de esperar que o destino me liberte
Vou escrever minha própria carta de alforria
e sair pro mundo pra ferir o Capital
Carrego comigo a certeza
que tudo pode mudar
e a vontade inquietante
e ascendo um baseado
Ta tudo uma bagunça
minha vida
meu quarto
o mundo la fora
meu quarto
o mundo la fora
Não tenho um puto no bolso
e tantas contas pra pagar
Viver custa caro
e pros meus desejos não sobra quase nada
Me restam apenas os pequenos vícios
um maço de cigarro paraguaio
uma tubaína e qualquer pinga vagabunda
uma tubaína e qualquer pinga vagabunda
Cansei de Maringá
e sei que é minha culpa ainda estar aqui
Quero sair livre pelo mundo
respirar o ar de todas as terras
e ouvir todas as línguas
Mas minhas obrigações me prendem como uma âncora
contas
dívidas
diplomas
dívidas
diplomas
Quero rasgar a pequena jaula da minha existência
e derrubar todos os muros
Cansei de ser detento
de esperar que o destino me liberte
Vou escrever minha própria carta de alforria
e sair pro mundo pra ferir o Capital
Carrego comigo a certeza
que tudo pode mudar
e a vontade inquietante
de viver
de conhecer
e de lutar
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
de conhecer
e de lutar
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
domingo, 3 de julho de 2011
Linhas vagas
Não vieram mais cartas
apenas contas
multas
atrasos
A frustração a que me constringe o Capital
Estou longe dos sonhos de consumo
Não tenho ticket do R.U.
nem maço de 2000
Tenho apenas sonhos para consumir
e a vontade de beber
E uma carta em branco para o mundo
em que traço como analfabeto
as linhas vagas do meu destino
apenas contas
multas
atrasos
A frustração a que me constringe o Capital
Estou longe dos sonhos de consumo
Não tenho ticket do R.U.
nem maço de 2000
Tenho apenas sonhos para consumir
e a vontade de beber
E uma carta em branco para o mundo
em que traço como analfabeto
as linhas vagas do meu destino
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Maringá ( A imprescindível resistência)
Não pode ir pro bar
Não pode fumar
Não pode querer
Não pode foder
Pode ir trabalhar
Ir pra igreja rezar
Ir pra aula pra ver
O que vai esquecer
Não pode lutar
Nem tentar mudar
Nem sequer podes ter
Um sonho pra crer
Só podes votar
Em quem vai te roubar
Podes só se entreter
No lugar de viver
Não pode amar...
Porra!
Querem te calar
Mas você pode GRITAR
Você tem o poder
De não obedecer
Maringá sangra...
Viva a imprescindível resistência,
Sílvio Barros não vai roubar a minha consciência!
Não pode fumar
Não pode querer
Não pode foder
Pode ir trabalhar
Ir pra igreja rezar
Ir pra aula pra ver
O que vai esquecer
Não pode lutar
Nem tentar mudar
Nem sequer podes ter
Um sonho pra crer
Só podes votar
Em quem vai te roubar
Podes só se entreter
No lugar de viver
Não pode amar...
Mas pode comprar
Não pode vencer...Mas pode vender
Porra!
Querem te calar
Mas você pode GRITAR
Você tem o poder
De não obedecer
Se não posso amar
Prefiro matar
Se não posso viver
Prefiro morrer
Prefiro matar
Se não posso viver
Prefiro morrer
Maringá sangra...
Liberdade, porra!
Viva a imprescindível resistência,
Sílvio Barros não vai roubar a minha consciência!
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
O vil esgoto humano
Somos filhos de todos os orfanatos,
Como as baratas, os vermes e os ratos.
Desprovidos de qualquer forma de beleza.
Imundos, por nossa verdadeira natureza.
Somos o vil esgoto humano,
Decadente, fétido e profano.
Somos o câncer vivo desta Terra,
Filhos do estupro, do roubo e da guerra.
De nossas veias jorra infeccioso o pus
Da podre ideologia que ainda nos conduz.
Somos covardes, vítimas da alienação.
Reproduzimos cegamente nossa própria condição,
Mas a dialética da história há de um dia enterrar
O que hoje é sólido, e desmancha-se no ar.
Como as baratas, os vermes e os ratos.
Desprovidos de qualquer forma de beleza.
Imundos, por nossa verdadeira natureza.
Somos o vil esgoto humano,
Decadente, fétido e profano.
Somos o câncer vivo desta Terra,
Filhos do estupro, do roubo e da guerra.
De nossas veias jorra infeccioso o pus
Da podre ideologia que ainda nos conduz.
Somos covardes, vítimas da alienação.
Reproduzimos cegamente nossa própria condição,
Mas a dialética da história há de um dia enterrar
O que hoje é sólido, e desmancha-se no ar.
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
Tua chapinha há de molhar
Você gosta de atenção
De ser o plano central
Sobre qual revolve toda a galáxia
Mas perante a vastidão do universo
Até o teu sorriso orgulhoso é diminuto
E tua voz escandalosa soa distante
Teu vestido colorido há de desbotar
Tua chapinha há de molhar
E tua maquiagem há de escorrer
Com a tristeza do teu choro
Teu rosto é lindo
Teu corpo é sensual
Mas há coisas mais importantes nesta vida
Você quer ser desejada
Mas precisa mesmo é de um refúgio deste mundo
No final da balada
Depois de ter dançado e beijado horas à fim
Te sentirás feliz?
Quando todos te desejarem
E tiverem sonhos carnais de gozo com teu corpo
Te sentirás feliz?
Não adianta chorar
Nem sentir-se arrependida
A vida é tua
Você faz o que quer
Não tens ninguém para culpar
Podes continuar à carregar o peso da tua vaidade
Ou se quiseres
Podes mudar
Só depende de você
De ser o plano central
Sobre qual revolve toda a galáxia
Mas perante a vastidão do universo
Até o teu sorriso orgulhoso é diminuto
E tua voz escandalosa soa distante
Teu vestido colorido há de desbotar
Tua chapinha há de molhar
E tua maquiagem há de escorrer
Com a tristeza do teu choro
Teu rosto é lindo
Teu corpo é sensual
Mas há coisas mais importantes nesta vida
Você quer ser desejada
Mas precisa mesmo é de um refúgio deste mundo
No final da balada
Depois de ter dançado e beijado horas à fim
Te sentirás feliz?
Quando todos te desejarem
E tiverem sonhos carnais de gozo com teu corpo
Te sentirás feliz?
Não adianta chorar
Nem sentir-se arrependida
A vida é tua
Você faz o que quer
Não tens ninguém para culpar
Podes continuar à carregar o peso da tua vaidade
Ou se quiseres
Podes mudar
Só depende de você
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Uma noite quente e úmida no Bar Sem Nome
Era uma noite dessas
quente
úmida
...em que a única fuga da ansiedade
é uma cerveja bem gelada
Eu estava no Bar Sem Nome
(já no meu quinto litrão)
quando ela chegou toda suada
e sentou-se do meu lado
sorridente
com um cigarro na mão
Eu lhe pedi um trago
e senti o gosto de seus lábios
o perfume de seu batom
Enquanto eu falava ela sorria
e eu falava cada vez mais de mansinho
Olhava fixamente nos seus olhos
e via o suor escorrer delicadamente de seu pescoço
Ela pediu licença para ir ao banheiro
e quando voltou
sentou-se bem pertinho
Encostou sua coxa na minha perna
e com os olhos
percorreu todo o contorno dos meu lábios
Fez-se um silêncio tímido no espaço entre nossos sorrisos
e a calma úmida da noite
rompeu-se explosivamente
num beijo cálido e macio
quente
úmida
...em que a única fuga da ansiedade
é uma cerveja bem gelada
Eu estava no Bar Sem Nome
(já no meu quinto litrão)
quando ela chegou toda suada
e sentou-se do meu lado
sorridente
com um cigarro na mão
Eu lhe pedi um trago
e senti o gosto de seus lábios
o perfume de seu batom
Enquanto eu falava ela sorria
e eu falava cada vez mais de mansinho
Olhava fixamente nos seus olhos
e via o suor escorrer delicadamente de seu pescoço
Ela pediu licença para ir ao banheiro
e quando voltou
sentou-se bem pertinho
Encostou sua coxa na minha perna
e com os olhos
percorreu todo o contorno dos meu lábios
Fez-se um silêncio tímido no espaço entre nossos sorrisos
e a calma úmida da noite
rompeu-se explosivamente
num beijo cálido e macio
Bar Sem Nome, meu mais querido lar,
me destes na boemia uma noite espetacular!
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
- Bartolomeu Parreira Nascimento - Maringá 2011
Assinar:
Postagens (Atom)